Vejo-me no espelho
estou fragmentado
meu rosto em diversas formas
meus olhos
fragmentados em inúmeras
partes
mas o vazio da
oca íris inunda
Tudo.
Caminho até o jardim
vejo os fragmentos
da poderosa natureza.
A rosa
vermelha dividiu-se em dezenas de partes
só o caule
que
sustenta .
Até quando?
As ruas estão fragmentadas
fragmentos
humanos fabricam as ruas.
Tudo se confunde.
Percorro as ruas
o asfalto é como vidro
vai cortando tudo
sinto a fragmentação da
Maravilhosa dor.
Vejo meus irmãos
fragmentados
nos ônibus
fragmentados
ouvindo as ocas músicas
fragmentadas
com seus aparelhos
celulares, Mp4, iPod, iPad
Tudo
fragmentado.
Esquecerei a realidade fragmentada?
Navego no mar do meu coração
como é dolorido navegar em águas tão profundas
a tempestade do amor
é silenciosa quando o segredo está guardado
a sete chaves e lançado nesse estúpido e amargo peito.
Sinto o vento
fragmentado cortar meu rosto
só agora percebo que até meu
coração
está
fragmentado.
Então minhas mãos tornam-se fragmentos da vida
meu poema é uma estúpida
fragmentação
da realidade, da imaginação, das bocas que leem e dos olhos
que navegam.
Só permanece imóvel a grande
ÍRIS.
Fernando Bernadelli
Porque amo escrever, amo inventar, amo criar, amo recriar, amo narrar e amo poetar.
terça-feira, 15 de novembro de 2011
segunda-feira, 24 de outubro de 2011
Aos teus olhos
O horizonte das palavras é difícil de encontrar.
Como os seus olhos que um dia
o sopro do vento levou para
o ártico.
Desde então meu coração é gelo
não há batidas, não há sangue
há apenas um vento frio
que circula
vagarosamente nas minhas
estúpidas veias.
Por fim, as minhas lágrimas
são de cristais de gelo
que refletem os olhos perdidos...
Como a vida é fria Meu Deus!
Fernando Bernadelli
Como os seus olhos que um dia
o sopro do vento levou para
o ártico.
Desde então meu coração é gelo
não há batidas, não há sangue
há apenas um vento frio
que circula
vagarosamente nas minhas
estúpidas veias.
Por fim, as minhas lágrimas
são de cristais de gelo
que refletem os olhos perdidos...
Como a vida é fria Meu Deus!
Fernando Bernadelli
terça-feira, 26 de julho de 2011
Noite
Fria noite
que me aflige,
em teu sopro
está a minha dor
que flutua
ao lado da escuridão.
Tempo inacabado
severas badaladas
em minha alma
frágil, fragmentada, fantasmagórica
que me aflige,
em teu sopro
está a minha dor
que flutua
ao lado da escuridão.
Tempo inacabado
severas badaladas
em minha alma
frágil, fragmentada, fantasmagórica
nesse estúpido tempo.
Abro caminho
na tempestade noturna
ouço outras vozes
de diversas dores
as mesmas dores
as mesmas indentidades
frágeis
em um só canto.
Levam tudo...
pés frágeis
mãos trincadas
corpo vazio
no fim uma estúpida estátua
gélida
egoísta
dona de um tempo.
Fernando Bernadelli
Dor
Sinto-me sozinho
egoísta com a minha dor
não quero comunicar
não quero amar
resta
isolar-me
como uma estúpida árvore seca e podre.
Deixa-me sozinho
esquece a minha existência
quando abrires a tua porta
não deixa-me
entrar
Porque estupidamente nasci oco
nasci fraco, nasci sozinho, nasci poeta.
Ó vida!! Como que tu és seca.
Fernando Bernadelli
egoísta com a minha dor
não quero comunicar
não quero amar
resta
isolar-me
como uma estúpida árvore seca e podre.
Deixa-me sozinho
esquece a minha existência
quando abrires a tua porta
não deixa-me
entrar
Porque estupidamente nasci oco
nasci fraco, nasci sozinho, nasci poeta.
Ó vida!! Como que tu és seca.
Fernando Bernadelli
quinta-feira, 14 de julho de 2011
Poesia
Minhas mãos estão mortas
paralisadas, frias, congeladas,
Tu sabes dessa dor
sabes que tudo isso é inútil
esse grito, esse clamor, essa solução!
Sentes a dor do mundo
sozinho , isolado
és uma ilha morta
seca
apenas areia.
Ouves os cantos de outros seres
o mesmo clamor, o mesmo grito
amantes da dor!!
Deitas na tua cama
teu corpo é pesado
teu quarto é oco
o chão é o teu espelho
rezas
para os homens
o lamento naufraga
em tuas mãos
para nada.
Fernando Bernadelli
paralisadas, frias, congeladas,
Tu sabes dessa dor
sabes que tudo isso é inútil
esse grito, esse clamor, essa solução!
Sentes a dor do mundo
sozinho , isolado
és uma ilha morta
seca
apenas areia.
Ouves os cantos de outros seres
o mesmo clamor, o mesmo grito
amantes da dor!!
Deitas na tua cama
teu corpo é pesado
teu quarto é oco
o chão é o teu espelho
rezas
para os homens
o lamento naufraga
em tuas mãos
para nada.
Fernando Bernadelli
sexta-feira, 20 de maio de 2011
Silêncio no Mundo
Olho para os seres invisíveis
uma angústia me aflige
a comunicação se perde pelo orgulho
de todos
neste tempo é inútil se comunicar
Em vão estão as palavras
Em vão formam-se as palavras
Em vão os homens do passado se regeneram.
É tempo do mundo explodir pelo silêncio.
Tempo do absoluto silêncio.
Homens, ondas, ônibus, orgasmos,
tudo jogado no silêncio do mundo.
Meu coração é habitado pela cidade do silêncio
Lá as vozes não tem voz
foram afogadas neste estúpido peito
de homem.
Só agora percebo que o choro entre os homens é ineficaz
as gotas que deslizam nos rostos fantasmagóricos
servem apenas para molharem os pés impermeáveis
tudo inunda.
Inútil é cantar, inútil é anunciar,
inútil é amar, inútil é escrever
só o meu coração sabe
como é doloroso o meu coração!
Fernando Bernadelli
uma angústia me aflige
a comunicação se perde pelo orgulho
de todos
neste tempo é inútil se comunicar
Em vão estão as palavras
Em vão formam-se as palavras
Em vão os homens do passado se regeneram.
É tempo do mundo explodir pelo silêncio.
Tempo do absoluto silêncio.
Homens, ondas, ônibus, orgasmos,
tudo jogado no silêncio do mundo.
Meu coração é habitado pela cidade do silêncio
Lá as vozes não tem voz
foram afogadas neste estúpido peito
de homem.
Só agora percebo que o choro entre os homens é ineficaz
as gotas que deslizam nos rostos fantasmagóricos
servem apenas para molharem os pés impermeáveis
tudo inunda.
Inútil é cantar, inútil é anunciar,
inútil é amar, inútil é escrever
só o meu coração sabe
como é doloroso o meu coração!
Fernando Bernadelli
sábado, 14 de maio de 2011
Artificialidade
Os cruzamentos dos olhares
que antes as lágrimas se derramavam
já não nascem mais
o artificial penetrou nos homens
cujos os olhos não se conhecem mais
A conversa na internet
a inútil conversa nas quais
as mãos batem ferozmente
na tecla do computador
e o ruído sangrento ecoa pela casa
o sentimento se torna artificial.
Fechas os olhos
percebes o poderoso mundo
as constantes mudanças dos seres
as novas roupas, os novos objetos,
as novas armas, as novas guerras
Tudo isso, na pequena fração de segundo
com teus olhos fechados
quando abrires
não adiantarás mais e serás um ser artificial.
O poema será artificial
mesmo que os versos não sejam
pois as futuras bocas
ó futuras bocas!
cantarão o poema
e me tornarei um poeta artificial.
Fernando Bernadelli
que antes as lágrimas se derramavam
já não nascem mais
o artificial penetrou nos homens
cujos os olhos não se conhecem mais
A conversa na internet
a inútil conversa nas quais
as mãos batem ferozmente
na tecla do computador
e o ruído sangrento ecoa pela casa
o sentimento se torna artificial.
Fechas os olhos
percebes o poderoso mundo
as constantes mudanças dos seres
as novas roupas, os novos objetos,
as novas armas, as novas guerras
Tudo isso, na pequena fração de segundo
com teus olhos fechados
quando abrires
não adiantarás mais e serás um ser artificial.
O poema será artificial
mesmo que os versos não sejam
pois as futuras bocas
ó futuras bocas!
cantarão o poema
e me tornarei um poeta artificial.
Fernando Bernadelli
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