Porque amo escrever, amo inventar, amo criar, amo recriar, amo narrar e amo poetar.
domingo, 8 de janeiro de 2012
Oceano
Sigo meus olhos na direção do mar
lágrimas nascem no meu oco rosto
e deságuam no mar salgado.
Brisa marítima que corta
meu corpo e atormenta
meus estúpidos pensamentos.
A tempestade atinge meu coração
tenho um oceano em meu corpo
as águas escuras naufragam meus pensamentos
por fim meu coração
isolado
coração
que dorme nas águas salgadas da vida.
Fernando Bernadelli
sexta-feira, 6 de janeiro de 2012
Silêncio
Sigo o ruído do silêncio
as águas estão paradas
o tempo está frio
minha voz apenas sussurra
delirante silêncio
que me envolve como uma dança
silenciosa e fria
mas meu coração bate
isto é tudo.
Ahhhh como que bate!
Fernando Bernadelli
quinta-feira, 17 de novembro de 2011
Amor
Meu coração tornou-se um doce e amargo oceano.
O amor cura e fere
mais fere do que cura
o ciclo vai batendo no peito vazio
por um instante esqueço dos espinhos
que estão lá fora do meu jardim
prontos para marcharem.
Olho para a imagem do meu amor
possuo apenas a imagem
nada mais...
a imagem que está nas redes socias,
no meu computador
mas a imagem da minha lembrança é perfeita.
A imagem vive.
Nunca vou poder tocar seus lábios.
Nunca vou poder tocar suas mãos com desejos.
Mas meu olhar percorre seu corpo, seu desejo,
meu olhar implora pelo fogo.
Poderosa imaginação
faço parte do jardim do meu amor
sugo seu caule
que delicioso néctar que possui
minhas mãos deslizam em seu caule
o fogo revela a vida
o pôr do sol é apenas uma brasa
diante de nossos corações, de nossos corpos
uns sobre o outro...
diante de sua pele quente
sobre a minha pele branca
tudo se desabrocha...
suspiros, olhares que se fundem, as labaredas de fogo segurando minhas mãos,
lágrimas de fogo caindo em meu rosto,
todos os Deuses nos invejando
querendo ser um de nós.
A imaginação constrói
a realidade fere
tudo se desmorona, todo o jardim, todo o fogo.
Os espinhos já marcharam.
Sobram as estúpidas cinzas
que orientam meu amor.
Tenho apenas suas maravilhosas e ingratas fotos
a esperança bate e fere meu peito
ele seguiu o caminho das cinzas
eu escolhi o caminho do arco íris
nesse caminho meu coração estupidamente alimenta a palavra amor.
Fernando Bernadelli
O amor cura e fere
mais fere do que cura
o ciclo vai batendo no peito vazio
por um instante esqueço dos espinhos
que estão lá fora do meu jardim
prontos para marcharem.
Olho para a imagem do meu amor
possuo apenas a imagem
nada mais...
a imagem que está nas redes socias,
no meu computador
mas a imagem da minha lembrança é perfeita.
A imagem vive.
Nunca vou poder tocar seus lábios.
Nunca vou poder tocar suas mãos com desejos.
Mas meu olhar percorre seu corpo, seu desejo,
meu olhar implora pelo fogo.
Poderosa imaginação
faço parte do jardim do meu amor
sugo seu caule
que delicioso néctar que possui
minhas mãos deslizam em seu caule
o fogo revela a vida
o pôr do sol é apenas uma brasa
diante de nossos corações, de nossos corpos
uns sobre o outro...
diante de sua pele quente
sobre a minha pele branca
tudo se desabrocha...
suspiros, olhares que se fundem, as labaredas de fogo segurando minhas mãos,
lágrimas de fogo caindo em meu rosto,
todos os Deuses nos invejando
querendo ser um de nós.
A imaginação constrói
a realidade fere
tudo se desmorona, todo o jardim, todo o fogo.
Os espinhos já marcharam.
Sobram as estúpidas cinzas
que orientam meu amor.
Tenho apenas suas maravilhosas e ingratas fotos
a esperança bate e fere meu peito
ele seguiu o caminho das cinzas
eu escolhi o caminho do arco íris
nesse caminho meu coração estupidamente alimenta a palavra amor.
Fernando Bernadelli
terça-feira, 15 de novembro de 2011
Fragmentos
Vejo-me no espelho
estou fragmentado
meu rosto em diversas formas
meus olhos
fragmentados em inúmeras
partes
mas o vazio da
oca íris inunda
Tudo.
Caminho até o jardim
vejo os fragmentos
da poderosa natureza.
A rosa
vermelha dividiu-se em dezenas de partes
só o caule
que
sustenta .
Até quando?
As ruas estão fragmentadas
fragmentos
humanos fabricam as ruas.
Tudo se confunde.
Percorro as ruas
o asfalto é como vidro
vai cortando tudo
sinto a fragmentação da
Maravilhosa dor.
Vejo meus irmãos
fragmentados
nos ônibus
fragmentados
ouvindo as ocas músicas
fragmentadas
com seus aparelhos
celulares, Mp4, iPod, iPad
Tudo
fragmentado.
Esquecerei a realidade fragmentada?
Navego no mar do meu coração
como é dolorido navegar em águas tão profundas
a tempestade do amor
é silenciosa quando o segredo está guardado
a sete chaves e lançado nesse estúpido e amargo peito.
Sinto o vento
fragmentado cortar meu rosto
só agora percebo que até meu
coração
está
fragmentado.
Então minhas mãos tornam-se fragmentos da vida
meu poema é uma estúpida
fragmentação
da realidade, da imaginação, das bocas que leem e dos olhos
que navegam.
Só permanece imóvel a grande
ÍRIS.
Fernando Bernadelli
estou fragmentado
meu rosto em diversas formas
meus olhos
fragmentados em inúmeras
partes
mas o vazio da
oca íris inunda
Tudo.
Caminho até o jardim
vejo os fragmentos
da poderosa natureza.
A rosa
vermelha dividiu-se em dezenas de partes
só o caule
que
sustenta .
Até quando?
As ruas estão fragmentadas
fragmentos
humanos fabricam as ruas.
Tudo se confunde.
Percorro as ruas
o asfalto é como vidro
vai cortando tudo
sinto a fragmentação da
Maravilhosa dor.
Vejo meus irmãos
fragmentados
nos ônibus
fragmentados
ouvindo as ocas músicas
fragmentadas
com seus aparelhos
celulares, Mp4, iPod, iPad
Tudo
fragmentado.
Esquecerei a realidade fragmentada?
Navego no mar do meu coração
como é dolorido navegar em águas tão profundas
a tempestade do amor
é silenciosa quando o segredo está guardado
a sete chaves e lançado nesse estúpido e amargo peito.
Sinto o vento
fragmentado cortar meu rosto
só agora percebo que até meu
coração
está
fragmentado.
Então minhas mãos tornam-se fragmentos da vida
meu poema é uma estúpida
fragmentação
da realidade, da imaginação, das bocas que leem e dos olhos
que navegam.
Só permanece imóvel a grande
ÍRIS.
Fernando Bernadelli
segunda-feira, 24 de outubro de 2011
Aos teus olhos
O horizonte das palavras é difícil de encontrar.
Como os seus olhos que um dia
o sopro do vento levou para
o ártico.
Desde então meu coração é gelo
não há batidas, não há sangue
há apenas um vento frio
que circula
vagarosamente nas minhas
estúpidas veias.
Por fim, as minhas lágrimas
são de cristais de gelo
que refletem os olhos perdidos...
Como a vida é fria Meu Deus!
Fernando Bernadelli
Como os seus olhos que um dia
o sopro do vento levou para
o ártico.
Desde então meu coração é gelo
não há batidas, não há sangue
há apenas um vento frio
que circula
vagarosamente nas minhas
estúpidas veias.
Por fim, as minhas lágrimas
são de cristais de gelo
que refletem os olhos perdidos...
Como a vida é fria Meu Deus!
Fernando Bernadelli
terça-feira, 26 de julho de 2011
Noite
Fria noite
que me aflige,
em teu sopro
está a minha dor
que flutua
ao lado da escuridão.
Tempo inacabado
severas badaladas
em minha alma
frágil, fragmentada, fantasmagórica
que me aflige,
em teu sopro
está a minha dor
que flutua
ao lado da escuridão.
Tempo inacabado
severas badaladas
em minha alma
frágil, fragmentada, fantasmagórica
nesse estúpido tempo.
Abro caminho
na tempestade noturna
ouço outras vozes
de diversas dores
as mesmas dores
as mesmas indentidades
frágeis
em um só canto.
Levam tudo...
pés frágeis
mãos trincadas
corpo vazio
no fim uma estúpida estátua
gélida
egoísta
dona de um tempo.
Fernando Bernadelli
Dor
Sinto-me sozinho
egoísta com a minha dor
não quero comunicar
não quero amar
resta
isolar-me
como uma estúpida árvore seca e podre.
Deixa-me sozinho
esquece a minha existência
quando abrires a tua porta
não deixa-me
entrar
Porque estupidamente nasci oco
nasci fraco, nasci sozinho, nasci poeta.
Ó vida!! Como que tu és seca.
Fernando Bernadelli
egoísta com a minha dor
não quero comunicar
não quero amar
resta
isolar-me
como uma estúpida árvore seca e podre.
Deixa-me sozinho
esquece a minha existência
quando abrires a tua porta
não deixa-me
entrar
Porque estupidamente nasci oco
nasci fraco, nasci sozinho, nasci poeta.
Ó vida!! Como que tu és seca.
Fernando Bernadelli
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