Olho para os seres invisíveis
uma angústia me aflige
a comunicação se perde pelo orgulho
de todos
neste tempo é inútil se comunicar
Em vão estão as palavras
Em vão formam-se as palavras
Em vão os homens do passado se regeneram.
É tempo do mundo explodir pelo silêncio.
Tempo do absoluto silêncio.
Homens, ondas, ônibus, orgasmos,
tudo jogado no silêncio do mundo.
Meu coração é habitado pela cidade do silêncio
Lá as vozes não tem voz
foram afogadas neste estúpido peito
de homem.
Só agora percebo que o choro entre os homens é ineficaz
as gotas que deslizam nos rostos fantasmagóricos
servem apenas para molharem os pés impermeáveis
tudo inunda.
Inútil é cantar, inútil é anunciar,
inútil é amar, inútil é escrever
só o meu coração sabe
como é doloroso o meu coração!
Fernando Bernadelli
Porque amo escrever, amo inventar, amo criar, amo recriar, amo narrar e amo poetar.
sexta-feira, 20 de maio de 2011
sábado, 14 de maio de 2011
Artificialidade
Os cruzamentos dos olhares
que antes as lágrimas se derramavam
já não nascem mais
o artificial penetrou nos homens
cujos os olhos não se conhecem mais
A conversa na internet
a inútil conversa nas quais
as mãos batem ferozmente
na tecla do computador
e o ruído sangrento ecoa pela casa
o sentimento se torna artificial.
Fechas os olhos
percebes o poderoso mundo
as constantes mudanças dos seres
as novas roupas, os novos objetos,
as novas armas, as novas guerras
Tudo isso, na pequena fração de segundo
com teus olhos fechados
quando abrires
não adiantarás mais e serás um ser artificial.
O poema será artificial
mesmo que os versos não sejam
pois as futuras bocas
ó futuras bocas!
cantarão o poema
e me tornarei um poeta artificial.
Fernando Bernadelli
que antes as lágrimas se derramavam
já não nascem mais
o artificial penetrou nos homens
cujos os olhos não se conhecem mais
A conversa na internet
a inútil conversa nas quais
as mãos batem ferozmente
na tecla do computador
e o ruído sangrento ecoa pela casa
o sentimento se torna artificial.
Fechas os olhos
percebes o poderoso mundo
as constantes mudanças dos seres
as novas roupas, os novos objetos,
as novas armas, as novas guerras
Tudo isso, na pequena fração de segundo
com teus olhos fechados
quando abrires
não adiantarás mais e serás um ser artificial.
O poema será artificial
mesmo que os versos não sejam
pois as futuras bocas
ó futuras bocas!
cantarão o poema
e me tornarei um poeta artificial.
Fernando Bernadelli
sexta-feira, 22 de abril de 2011
A morte
Caminho em escadas fúnebres
os meus pés a cada
degrau se putrefica.
Abro
a
porta do mundo dos mortos
a canção paralisa meus
gelados nervos.
E agora?
Conseguirei sobreviver no mundo dos homens?
Minhas mãos não falam.
Como são inúteis
em tempos em que os homens
não se comunicam mais
nem trocam os estúpidos olhares.
Todos.
E a morte
não é uma caveira e tampouco
um fantasma
Mas a alegoria do homem
o ser que está em meu corpo
e os outros seres que me rodeiam.
Fernando Bernadelli
os meus pés a cada
degrau se putrefica.
Abro
a
porta do mundo dos mortos
a canção paralisa meus
gelados nervos.
E agora?
Conseguirei sobreviver no mundo dos homens?
Minhas mãos não falam.
Como são inúteis
em tempos em que os homens
não se comunicam mais
nem trocam os estúpidos olhares.
Todos.
E a morte
não é uma caveira e tampouco
um fantasma
Mas a alegoria do homem
o ser que está em meu corpo
e os outros seres que me rodeiam.
Fernando Bernadelli
Solo Nutrido
Vejo teu solo nutrido
e o meu gosto pela tua terra
não sei se tens o mesmo gosto
mas não importa é o meu segredo.
Sinto minha mão fria
a trabalhar no seu solo potente
e o fluxo do calor começa a irradiar
dois seres.
Teu solo cai sobre mim
o que sinto é o cheiro da proibição
teus olhos fotografam o medo
mas o amor nas poderosas paredes
se fertiliza a cada instante.
A terra que penetra profundamente
na minha tulipa,
a nutrição ocorre
o poder da vida surge
o poder do amor
tudo explodindo no grande quarto!!
No descanso
o medo de ambos os olhares
as novas e velhas imagens de inquisidores
Irã que mata centenas de solos e tulipas
o mundo se cala feito uma rosa muda.
Tulipa que fechará para sempre
a proibição é maior
muito maior
os olhares dos selvagens acabam até com os sonhos.
A lembrança brotará apenas no meu oco olhar
onde as lágrimas formarão a imagem do solo.
Fernando Bernadelli
e o meu gosto pela tua terra
não sei se tens o mesmo gosto
mas não importa é o meu segredo.
Sinto minha mão fria
a trabalhar no seu solo potente
e o fluxo do calor começa a irradiar
dois seres.
Teu solo cai sobre mim
o que sinto é o cheiro da proibição
teus olhos fotografam o medo
mas o amor nas poderosas paredes
se fertiliza a cada instante.
A terra que penetra profundamente
na minha tulipa,
a nutrição ocorre
o poder da vida surge
o poder do amor
tudo explodindo no grande quarto!!
No descanso
o medo de ambos os olhares
as novas e velhas imagens de inquisidores
Irã que mata centenas de solos e tulipas
o mundo se cala feito uma rosa muda.
Tulipa que fechará para sempre
a proibição é maior
muito maior
os olhares dos selvagens acabam até com os sonhos.
A lembrança brotará apenas no meu oco olhar
onde as lágrimas formarão a imagem do solo.
Fernando Bernadelli
quinta-feira, 7 de abril de 2011
Sonoridade
Os passos ocos no chão
ecoa pelo saguão
o ruído solitário
em que o som penetra
nas rachaduras das poderosas
e ingratas paredes.
E a respiração do ser
o êxtase pleno e sombrio
em que o tórax emite a angústia
que penetra em todo o saguão.
O homem forte, o homem boi
sai aos passos largos
a procura de uma outra presa,
no banheiro ,
a sonoridade do choro feminino
choro não mais de moça
agora as lágrimas serão da mulher oca
em que os soluços tremem as paredes e destroem os pisos
do saguão.
O vazio explode na imensidão
o vazio do passo, o vazio do banheiro
e depois o grito
que coloca o fim do entardecer
e o começo de um novo tempo
em que as lágrimas se tornam turvas
e a cada gota no piso
a enchente sonora leva vários homens.
Fernando Bernadelli
ecoa pelo saguão
o ruído solitário
em que o som penetra
nas rachaduras das poderosas
e ingratas paredes.
E a respiração do ser
o êxtase pleno e sombrio
em que o tórax emite a angústia
que penetra em todo o saguão.
O homem forte, o homem boi
sai aos passos largos
a procura de uma outra presa,
no banheiro ,
a sonoridade do choro feminino
choro não mais de moça
agora as lágrimas serão da mulher oca
em que os soluços tremem as paredes e destroem os pisos
do saguão.
O vazio explode na imensidão
o vazio do passo, o vazio do banheiro
e depois o grito
que coloca o fim do entardecer
e o começo de um novo tempo
em que as lágrimas se tornam turvas
e a cada gota no piso
a enchente sonora leva vários homens.
Fernando Bernadelli
O canto do ser
Deita a neblina nos meus olhos,
logo cairá o orvalho
e na gota a fragilidade da matéria.
Canto
e
nada.
O vento leva o som
para os vales mais sombrios...
.... e mais distantes...
lá o canto
encontra o puro ritmo,
no lamuriar do solo
que aos poucos se torna pântano
e sobre turvas lamas
escuras rosas que exalam
o canto do ser.
O despertar da noite,
com os corpos sobre o
imenso pântano
cujas vozes são direcionadas
para o céu negro
e os cantos subjugam a lua,
que temerosa curva-se para sempre.
O grito que explode no vale,
entre tantos Meu Deus!! É puramente inútil.
Fernando Bernadelli
logo cairá o orvalho
e na gota a fragilidade da matéria.
Canto
e
nada.
O vento leva o som
para os vales mais sombrios...
.... e mais distantes...
lá o canto
encontra o puro ritmo,
no lamuriar do solo
que aos poucos se torna pântano
e sobre turvas lamas
escuras rosas que exalam
o canto do ser.
O despertar da noite,
com os corpos sobre o
imenso pântano
cujas vozes são direcionadas
para o céu negro
e os cantos subjugam a lua,
que temerosa curva-se para sempre.
O grito que explode no vale,
entre tantos Meu Deus!! É puramente inútil.
Fernando Bernadelli
No tormento do Inverno
As árvores estão paralisadas
as folhas caem
mortas e geladas.
O vento do inverno
sopra...
sopra...
sopra...
os pássaros caem
as asas que antes eram imponentes
o vento as congelou
no tormento do inverno,
um cisne negro com o pescoço
majestoso chora na lagoa
congelada e percebe-se a imagem
retorcida no severo gelo.
O vento frio
sopra...
sopra...
sopra...
e o tormento atravessa a porta
a vida se torna fria
essa poderosa vida
que congela em nossos corações
Fernando Bernadelli
as folhas caem
mortas e geladas.
O vento do inverno
sopra...
sopra...
sopra...
os pássaros caem
as asas que antes eram imponentes
o vento as congelou
no tormento do inverno,
um cisne negro com o pescoço
majestoso chora na lagoa
congelada e percebe-se a imagem
retorcida no severo gelo.
O vento frio
sopra...
sopra...
sopra...
e o tormento atravessa a porta
a vida se torna fria
essa poderosa vida
que congela em nossos corações
Fernando Bernadelli
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